• Transporte de cargas e Meio Ambiente

    O crescimento do setor de transportes possui relação direta com o progresso e desenvolvimento de um país ou região, e por isso o fluxo de produtos é tão importante para a evolução da economia nacional em diversas áreas. No entanto, a infraestrutura para o transporte rodoviário de cargas não tem acompanhado o desenvolvimento econômico do país, ou seja: a distância média percorrida por esse modal é realmente significativa e não há tanto investimento em alternativas complementares.

    Segundo a Associação Brasileira dos Caminhoneiros, o modal rodoviário representa 61% do transporte de cargas do Brasil. Em sua maioria feito por caminhões, isso se torna uma grande fonte poluidora por emitir gases de efeito estufa em decorrência da queima do óleo diesel utilizado. 

    Por essa razão, o modal rodoviário é responsável por 93% do consumo final de energia do setor de transportes, o que influencia diretamente no volume de dióxido de carbono (CO2) emitido. Além disso, o grande número de caminhões nas ruas contribui para os problemas relacionados ao tráfego, congestionamento em horários de picos e ruídos gerados pelas buzinas e motores desses veículos.

    Com o propósito de proteger o meio ambiente, algumas leis já estão em vigor procurando disciplinar as emissões de gases, visando sua diminuição e até eliminação. As transportadoras de carga devem, então, atender a legislação da seguinte forma:

    • Reduzir a emissão de poluentes;
    • Diminuir o uso de recursos naturais;
    • Aperfeiçoar a performance das atividades;
    • Minimizar custos operacionais;
    • Otimizar processos e;
    • Melhorar a qualidade de vida dos motoristas.

    O Brasil, comparado a outras economias emergentes, também é o país que investe a menor parcela do seu Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura ligada à logística, sendo um tema recorrente em todos os estudos sobre a economia brasileira. Afinal, os setores produtivos necessitam de escoar sua produção e movimentar suas mercadorias. Por isso, além do desafio ambiental, as empresas de logística necessitam de maior investimento para aumentar o potencial competitivo do país.

    GEE (Gases Efeito Estufa)

    O Brasil foi o 6º país que mais emitiu GEE no mundo em 2019, com 3,2% das emissões líquidas globais. Está atrás apenas da China (23,7%), dos Estados Unidos (12,9%), da União Europeia (7,4%), da Índia (6,5%) e da Rússia (4,2%). 

    Os gases de Efeito Estufa são moléculas capazes de absorver calor. Esses gases retêm a energia proveniente do Sol e aumentam a temperatura da Terra, colaborando para o Efeito Estufa. Dentro dos principais GEE, estão: gás carbônico (CO2), metano (CH4) e ozônio (O3).

    A emissão destes poluentes, em sua maioria, provém da queima de combustíveis fósseis. Dentro dos transportes de carga, o combustível utilizado é o óleo diesel. O diesel é um produto derivado do processamento do petróleo, em maior quantidade, e também considerado de elevado índice emissor de particulado e gases poluentes para a atmosfera. O processo de combustão do óleo diesel se resume em: 1) produção de calor, 2) água, 3) gás nitrogênio e 4) dióxido de carbono. Os elementos emitidos pela queima do diesel (como fuligem, monóxido de carbono e hidrocarbonetos), contaminam o ar e a atmosfera, constituindo-se como fatores prejudiciais à saúde dos seres vivos e causadores do efeito estufa. 

    Por isso, faz-se necessário procurar alternativas sustentáveis para preservar a vida e o mundo que conhecemos.